Blog Nuter

Algumas doenças em peixes de criação – parte 1

A piscicultura é um ramo da aquicultura que está em constante crescimento, principalmente no Brasil. A população brasileira é uma das que mais consome peixe.

Na piscicultura o criador escolhe a espécie de peixe que deseja trabalhar e realiza o monitoramento durante a criação. Todas as fases são controladas para manter a qualidade do produto até o momento de consumo.

Os peixes necessitam de cuidados em todas as etapas da criação, para garantir seu valor de mercado.

É importante consultar um profissional qualificado antes de escolher a espécie a ser criada, pois cada espécie possui uma exigência adequada.

Nesta primeira parte abordaremos algumas doenças mais comuns que acometem a criação de peixes.

As criações de larvas e alevinos são as mais comuns, porém o piscicultor deve se atentar ao manejo profilático, pois existem muitas doenças causadas por bactérias que podem prejudicar toda as fases de criação dos alevinos. Essas bactérias são agentes patogênicos e sua presença no organismo do hospedeiro pode levar a diversas doenças ou até mesmo óbito.

As doenças que mais acometem os peixes em criadouros são resultado da falta de manejo apropriado, alimentação insuficiente ou excessiva, clima inapropriado ou até baixa qualidade da água. Os peixes precisam de uma alimentação com os nutrientes apropriados para evitar problemas de desenvolvimento que podem interferir em toda a produção. O excesso de alimentos pode sujar a água, atraindo microrganismos prejudiciais aos peixes.

 

Ictiofitiríase e Oodiniose

Quando a temperatura da água cai abruptamente, os peixes podem ser acometidos pela doença Ictiofitiríase, popularmente chamada de Doença dos Pontos Brancos ou Íctio, na qual o corpo e as nadadeiras do peixe ficam repletos de pontos brancos, as nadadeiras ficam mais fechadas, o peixe fica mais ofegante e tem diminuição de apetite.

Outra doença decorrente da queda brusca de temperatura é a Oodiniose, popularmente chamada de Doença do Veludo, na qual o corpo do peixe fica acometido por pontos dourados de aspecto aveludado. É uma doença contagiosa para os demais peixes, podendo causar asfixia.

 

Barriga Seca ou Tuberculose

A Barriga Seca ou Tuberculose também está relacionada à água, na qual o peixe fica com o abdome retraído, podendo perder escamas, descoloração e também a perda das nadadeiras.

 

Costiose

Existem outras doenças que também possuem sinais visíveis, como no caso da Costiose, mais conhecida como Costia, na qual o corpo do peixe fica esbranquiçado com ramificações vermelhas nas nadadeiras, que também causa a perda de apetite.

 

A maioria das doenças possuem características que podem ser observadas pelo piscicultor, então, é fundamental que as medidas de prevenção sejam tomadas para evitar contaminações que resultam em perda da produção e despesas econômicas.

Acompanhe a segunda parte para saber mais sobre as doenças mais comuns que podem acometer a criação de peixes.

Mantenha-se atualizado

Receba novidades exclusivas e em primeira mão. Inscreva-se em nossa newsletter

Procurando por
algum assunto?

Destaque Nuter

Acompanhe-nos nas redes sociais!

Leia mais:

× Podemos ajudar?