Muito se fala sobre nutrição saudável e como a escolha dos alimentos pode desempenhar um papel importante na manutenção da saúde do animal.
A nutrição passa a ser ainda mais importante em casos onde o animal já está doente ou tem uma chance maior de desenvolver uma determinada doença.
Algumas doenças recebem uma atenção maior dos fabricantes de ração, não só pela importância da nutrição no processo, mas pela alta ocorrência entre cães e gatos. Para simplificar podemos dividir em três grupos:
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- Doenças relacionadas aos rins
- Doenças do coração
- Doenças dermatológicas
A doença renal crônica é um exemplo clássico onde a escolha do perfil nutricional assume um papel decisivo para garantir a qualidade de animais doentes ou retardar o aparecimento de sintomas.
Problemas relacionados aos rins são muito comuns, difíceis de serem diagnosticados e respondem bem a uma dieta específica.
Os rins são órgãos responsáveis pela filtragem do sangue, remoção de substâncias residuais e manutenção do equilíbrio de líquidos e minerais no organismo. Uma alteração no funcionamento dos rins pode representar um risco de morte ao animal.
A insuficiência renal e doença renal crônica são situações associadas à perda funcional dos rins em diferentes graus. Exames de laboratório realizados em animais nestas condições, podem revelar uma azotemia, que é o aumento da concentração de compostos nitrogenados no sangue, como a ureia e creatinina.
A doença renal pode estar relacionada à idade, raça ou alimentação. A chance de desenvolver problemas renais aumenta drasticamente em animais acima de 10 anos de idade. Algumas raças têm predisposição ao desenvolvimento de certas condições que favorecem o desenvolvimento da doença.
O papel da nutrição nas doenças renais
A estratégia adotada na alimentação de cães com diagnóstico de doença renal ou com predisposição para apresentar problemas renais tem o objetivo de poupar o trabalho dos rins. Quanto menor a carga de trabalho, maiores são as chances de postergar a evolução da doença. Em linhas gerais, reduzir as quantidades de proteína, fósforo e sal na dieta faz com que os rins trabalhem menos.
A maioria das rações destinadas a animais com problemas nos rins possuem quantidades reduzidas destes nutrientes, mas é importante também controlar a quantidade. O uso de alimentadores automáticos pode ajudar a manter os níveis adequados e contribuir para proteger o animal nestas situações.
Caso decida pela alimentação natural, a escolha dos ingredientes é extremamente importante, pois determinadas carnes possuem níveis baixos de fósforo, enquanto outras podem exigir mais dos rins. Antes de preparar o alimento, consulte um veterinário nutricionista. Ele fará uma lista com as opções de fontes de proteína e dará dicas sobre a proporção entre carnes, legumes e frutas.
Independentemente do problema de saúde que o animal apresente, é importante conhecer a relação entre a dieta e os principais mecanismos fisiológicos relacionados ao processo. Nos próximos posts abordaremos a importância da alimentação em cães e gatos com problemas ligados ao coração. Não perca!




