A indústria da piscicultura tem crescido a passos largos e atraído diversos profissionais que querem participação nesse setor do mercado. Em 2018, foram mais de 722 mil espécies cultivadas, segundo a Associação Brasileira de Piscicultura. O número representa um aumento de 4,5% da produção no país.
Apesar de não ter lançado os números referentes a 2019, há otimismo. Isto porque, vendo a oportunidade de renda neste investimento, muitas pessoas têm procurado participar dessa empreitada. Embora os números sejam animadores, é fundamental o manejo eficaz dos criadouros.
Assim, para uma boa produção, você deve considerar o tipo de peixe a ser criado e suas peculiaridades, a estrutura necessária para abrigar os animais e o tratamento adequado em cada fase deles.
Este artigo abordará a alimentação dos alevinos, os peixes recém saídos do ovo. Confira!
A alimentação dos alevinos
Primeiramente, o bom desenvolvimento dos alevinos é uma etapa de fundamental importância para a indústria da piscicultura. Com efeito, seja pelos riscos ou pela praticidade na produção, muitos criadores se isentam nessa fase e compram os peixes já desenvolvidos em sua fase jovem.
Aos que se dedicam à alevinagem, é importante, em primeiro lugar, considerar a espécie selecionada para a criação. Desse modo, após o desenvolvimento em alevinos e antes de comercializá-los, o produtor deve fazer um treinamento alimentar com os animais para que aprendam a ingerir uma ração farelada balanceada.
A alimentação corresponde a cerca de 50% dos custos da alevinagem devido à alta concentração de proteína bruta, essencial para impulsionar o desenvolvimento dos alevinos, especialmente nos estágios iniciais. A qualidade da ração, inclusive, é avaliada pelo percentual da proteína bruta presente nela.
Assim, para que os alevinos se desenvolvam em seu maior potencial e para a otimização da reprodução, a alimentação deve ser realizada da maneira adequada ao peixe que se intenta criar.
Por que considerar as espécies?
São várias as espécies de peixes criadas por piscicultores de todo o mundo. O Brasil apresenta grande variedade de peixes para diversos fins e diferentes tipos de clima e ambiente. Assim, você pode escolher entre eles de acordo com sua região geográfica e quanto à estrutura do seu criadouro.
Também é preciso estar atento à espécie no momento de racionamento da ração. A alimentação de alevinos de tilápia, por exemplo, assim como a de alevinos de betta, deve ser rica em proteínas. Os primeiros, no entanto, possuem o estômago mais reduzido, então a ração deve ser fracionada em quatro ou seis vezes ao dia.
Portanto, para o êxito do investimento no criadouro, é recomendado que você conte com ajuda profissional para lhe informar a taxa e a frequência de alimentação de cada uma das espécies de alevinos.
Alimentando corretamente os alevinos
Em primeiro lugar, é essencial, também, que você esteja sempre atento ao comportamento da sua criação, pois o monitoramento diz muito sobre a saúde da sua população de peixes.
Para alimentar os alevinos, você precisa conhecer a ração que será administrada, a quantidade e o fracionamento da distribuição; tudo de acordo com as espécies que você tem em criadouro.
Então, na alevinagem, a alimentação vai muito além do que o fornecimento de ração nos tanques, até porque os alevinos devem ser treinados para aprender a comer alimentos inertes. Então, gradativamente, os animais se adaptam a esse tipo de alimentação e entram na fase de desenvolvimento.
Independentemente da espécie, a quantidade deve ser sempre calculada a partir da análise do processo de pesagem dos lotes de peixes. Assim, periodicamente, o piscicultor precisa pesar sua criação para saber o peso médio por peixe. É em função desse peso que se dará o fornecimento diário da ração, conforme a espécie em criadouro.
Se você quer entender, por exemplo, como alimentar alevinos de tucunaré ou como alimentar alevinos de guppy corretamente, saiba que não apresenta grandes alterações na metodologia. Entretanto, a quantidade de ração necessária para cada raça varia conforme suas características biológicas. Portanto, sempre tenha um profissional ao seu lado.
O alimento em excesso pode causar o inchaço e problemas na bexiga natatória do peixe, além, claro, do acúmulo de comida no aquário, enquanto a insuficiência de alimentos afeta o desenvolvimento dos alevinos. Nesse sentido, a observação também é essencial, pois assim você pode ajustar a quantidade de ração distribuída.
Otimizando o arraçoamento
No geral, os alevinos devem ser alimentados em pequenas porções, de 8 até 20 vezes ao dia. Com isso, o arraçoamento manual é praticamente inviável. Apesar dessa dificuldade, a Nuter está aqui para te ajudar na sua criação.
Nosso alimentador automático possui um timer digital com controle de segundos, sendo o único que permite até 20 tratos diários de no mínimo 1 segundo, permitindo, também, a variação da quantidade em peso fornecida de acordo com a densidade da ração.
Recomenda-se que você faça um período de teste antes de seguir com seu cronograma de alimentação. Nesse tempo, administre uma quantidade menor de ração para observar como os alevinos irão consumir o alimento. Desse modo, você consegue, aos poucos, ajustar até a quantidade ideal – seja a partir do aumento ou da redução.
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