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Algumas parasitoses em rãs-touro-americanas

As rãs criadas para fins comerciais no Brasil são da espécie Lithobates catesbeianus, e foram introduzidas na América do Norte. 

O nome popular rã-touro é porque o som do seu coaxar lembra um touro.

As características zootécnicas da rã-touro-americana se sobressaem sobre outras espécies de anfíbios, pois além da fácil adaptação climática, possuem por exemplo precocidade e são de fácil manejo.

Por possuírem fases distintas em sua vida, as rãs necessitam cuidados em todas as etapas. 

É importante o ranicultor realizar as medidas sanitárias apropriadas e o manejo correto dos ranários por conta de possíveis infestações de doenças, pois a falta de profilaxia resulta em prejuízos na comercialização.

Um dos problemas mais comuns nessa espécie de anfíbio são as doenças causadas por parasitoses.

Parasitas são agentes patogênicos que se aproveitam do hospedeiro e que geralmente fazem parte da microbiota do hospedeiro e se aproveitam da queda de imunidade para atacarem. Sua presença no organismo do hospedeiro pode levar a diversas doenças ou até mesmo óbito. 

As doenças parasitárias são um problema que pode acometer qualquer espécie animal, seja selvagem ou doméstica.

A gravidade gerada por parasitoses é uma questão socioeconômica, pois podem ser zoonóticas e afetar produções, como no caso dos produtores de rãs-touro-americana.

O valor comercial das rãs pode ser afetado por parasitoses, pois podem acometer a saúde e desenvolvimento dos animais, como malformações ou perda de peso. Qualquer problema que possa ser zoonótico ou que prejudique o peso ideal para abate vai causar prejuízo financeiro para o ranicultor.

Existem situações propensas a ocasionar estresse nas rãs e resultar na queda de imunidade, como manejo inadequado, ranários com superlotação, alterações climáticas e até água insalubre para a criação.

Alguns microrganismos patogênicos fazem parte da microbiota nos anfíbios em geral, e por serem agentes oportunistas atacam em momentos de queda de imunidade, como acontece durante o estresse. 

A seguir algumas das doenças mais conhecidas que podem acometer rãs-touro e seus sinais clínicos.

 

Doença da perna vermelha (“Red leg”)

Causada pela bactéria gram-negativa Aeromonas hydrophila, relacionada a falta de profilaxia na água dos tanques. Alguns dos sinais clínicos são apatia, anorexia, edemas, palidez e flacidez muscular, hepatomegalia (aumento do fígado), esplenomegalia (aumento do baço), lesões hemorrágicas em diversos órgãos e necrose.

 

Síndrome do edema generalizado

Causada pelas bactérias gram-positivas Streptococcus sp. e Staphylococcus sp., consequente da alimentação inespecífica e falta de profilaxia. Alguns dos sinais são principalmente a presença de edema, apatia, anorexia, ascite e dificuldade de locomoção.

 

Prolapso cloacal

Pode ser causado pelo excesso de fibras brutas na dieta, pelo baixo teor de umidade no alimento, pela presença de corpo estranho, necrose da alça intestinal ou decorrente de enterites. O sinal clínico é o visível prolapso cloacal.

 

Quitridiomicose

Causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis, é uma ameaça aos anfíbios em geral, pois pode extinguir espécies inteiras. Seus sinais clínicos são manchas brancas pelo corpo e possui alta mortalidade.

 

É importante que os ranicultores tenham o conhecimento zootécnico para realizar o manejo adequado das rãs-touro.

O ranário deve ser construído de forma que possa atender às necessidades da espécie, com a densidade correta nos tanques e baias, água em quantidade e pH ideal, clima adequado, alimentos apropriados, acompanhamento por médico veterinário, profilaxia em todos os ambientes e controle para evitar superlotação. 

Seguindo as boas práticas de manejo, a qualidade e sanidade das rãs-touro são preservadas e o valor comercial é atendido.

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