Se você está aqui, provavelmente sabe o quão vantajoso pode ser o investimento no setor da ranicultura.
Para isso, no entanto, o manejo dos animais e a estrutura das estalagens para a criação das rãs deve ser feita com qualidade.
Sendo assim, para lhe ajudar neste processo, este artigo lhe ensinará como funciona a criação de rã em cativeiro.
Acompanhe o conteúdo e boa leitura!
Como criar rãs em cativeiro?
Em primeiro lugar, deve-se considerar a fragilidade do animal e as especificidades de cada espécie. Uma vez que as rãs apresentam alta suscetibilidade a serem afetadas pelo ambiente, o mais essencial para a construção de uma estalagem de ranicultura é o fornecimento de água de qualidade.
São diversos os parâmetros que influenciam na qualidade da água. Assim, antes de iniciar a criação devem ser medidos o pH, a condutividade elétrica, a alcalinidade total, amônia, nitrito, nitrato, fósforo, cloretos, ferro e, principalmente, o nível de oxigênio.
Uma vez que ecossistemas aquáticos são dinâmicos, tais fatores se inter-relacionam o tempo todo. Assim, é necessário o conhecimento de todos eles para oferecer um ambiente de qualidade para a criação de rãs. No entanto, há poucos dados sobre a qualidade de água ideal para ranicultura.
Portanto, além do estudo das propriedades físicas e químicas da água antes do início da criação, são necessárias vistorias periódicas para garantir que não houve proliferação de bactérias. Então, com essas informações, o ranicultor pode prever, estimar e até mesmo evitar problemas dentro do viveiro.
Agora, veja alguns pontos cruciais para a manutenção de uma instalação para ranicultura de qualidade.
Estrutura para a criação de rãs
As rãs são animais de duas fases, a aquática e a terrestre. Entretanto, zootecnicamente, seu desenvolvimento se divide em sete etapas: a reprodução; a girinagem (que compreende 4 fases distintas de girinos); a engorda de imagos ou rãs jovens e a engorda final, que corresponde ao estágio em que as rãs atingiram peso acima de 50g.
Desse modo, cada um desses estágios exigem diferentes estruturas. Assim, um ranário denominado completo ou integral, onde são criadas todas as fases do animal.
É fundamental que o planejamento da estrutura considere as diferentes fases, as características do animal e de cada espécie. Com essas ideias em mente, fique atento(a) às particularidades das instalações para cada etapa do desenvolvimento dos animais.
Estrutura para a criação de rãs
As rãs são animais de duas fases, a aquática e a terrestre. Entretanto, zootecnicamente, seu desenvolvimento se divide em sete etapas: a reprodução; a girinagem (que compreende 4 fases distintas de girinos); a engorda de imagos ou rãs jovens e a engorda final, que corresponde ao estágio em que as rãs atingiram peso acima de 50g.
Desse modo, cada um desses estágios exigem diferentes estruturas. Assim, um ranário denominado completo ou integral, onde são criadas todas as fases do animal.
É fundamental que o planejamento da estrutura considere as diferentes fases, as características do animal e de cada espécie. Com essas ideias em mente, fique atento(a) às particularidades das instalações para cada etapa do desenvolvimento dos animais.
1. Reprodução: Com baias separadas para machos e fêmeas, devem ser compostas por pequenas piscinas onde os animais se acasalam.
Nesta fase, se faz necessário os ambientes semi-secos – para a mantença dos reprodutores machos e fêmeas – e pequenas piscinas para acasalamento coletivo, que ocorre, normalmente, sem a interferência humana. É possível, no entanto, optar pela reprodução artificial.
O manejo de baias se inicia com a limpeza das mesmas, que consiste na remoção das sujidades representadas por restos de ração, fezes, urina e água das piscinas. Em seguida promove-se a renovação da água, de preferência, com temperatura entre 21 a 25ºC.
Nas piscinas de acasalamento, é preciso fazer uma seleção fenotípica dos animais aptos a se reproduzirem. Para os machos isso ocorre quando estão pesando por volta de 50g, já as fêmeas estão aptas a acasalar por volta dos 180 a 200g.
2. Girinagem: Esta fase se subdivide em outras quatro, chamadas de G1 (larva inicial; G2 (após de 5 a 7 dias, quando o girino já busca alimento); G3 (quando o animal começa a desenvolver pernas na região da cauda) e G4 (o clímax metamórfico, quando o animal começa a apresentar os membros superiores).
Assim, as rãs devem ser transferidas para outro ambiente, denominado área de metamorfose. Neste ambiente é interessante inserir plantas aquáticas e pouca água, já que os animais estão na fase de transição para o meio terrestre.
O girino pode ser criado em Tanque Natural, que consiste em tanque escavado na terra, ou em Tanques Artificiais, que são estruturas construídas em concreto, plástico, aço galvanizado.
Assim, como na fase de reprodução, é importante que a água seja renovada e as sujeiras removidas para evitar a contaminação por bactérias e manter a qualidade da água conforme as propriedades estipuladas em estudo prévio. Normalmente isso é feito com um furo inferior, para escoamento das impurezas.
Nesta fase, a taxa de mortalidade deve atingir um máximo de 30%. Assim, para evitar maiores perdas, é preciso estar atento ao manejo em cada fase dos animais enquanto girinos, na qualidade do ambiente e na seleção e transporte dos indivíduos que forem evoluindo.
3. Imagos ou rãs jovens: Finalmente, após aproximadamente 90 dias, os animais estão prontos para serem introduzidos no setor de engorda inicial. Os imagos chegam pesando cerca de 8 a 10g e passam a ser denominadas rãs após atingirem 50g.
Enquanto os girinos têm reservas alimentícias naturais em seus organismos, como o vitelo e depois a cauda, a única fonte alimentar dos animais nessa fase é composta pela ração, que pode ser depositada diretamente na água.
Para os animais é um novo mundo, que passa a ser semi-aquático. Assim, deve-se adaptar o ambiente para que a mortalidade não ultrapasse os comuns 20%. Para isso, deve-se retirar animais mortos e a remover sujidades com o auxílio de uma vassoura e de jatos de água das mangueiras de apoio.
A alimentação na fase semi-aquática compreende, além da ração, de animais vivos, como larvas de moscas.
4. Rãs adultas: Para garantir maior qualidade ao seu produto, você deve respeitar o desenvolvimento do animal. Assim, você deve esperar, no mínimo, quatro meses até que o girino cresça e se torne uma rã adulta. Com isso, o animal estará pronto para a venda e consumo.
É importante que o processo de montagem da estrutura seja acompanhado ou, ao final, avaliado por um zoólogo qualificado para se assegurar de que a criação de rãs realmente dará retorno.
Este profissional estará qualificado para informar o que precisa ser alterado. Portanto, ele irá verificar se as características da estrutura são adequadas à espécie de rã que você pretende criar.
Por exemplo, a rã-touro, a mais utilizada na ranicultura, apresenta alta taxa reprodutiva e grande aumento de peso. Assim, você precisa considerar cada aspecto do criadouro pensando nas características do animal. Neste cenário, para otimizar a sua criação, você deve entender como criar a rã-touro com a maior eficiência possível.
Alimentação das rãs em criadouro
Como já foi abordado, para a correta criação das rãs é importante que elas se sintam como se estivessem em seu ambiente natural. Dessa forma, é essencial estudar e medir a quantidade de alimento fornecido às rãs.
A alimentação ideal para rãs em criadouros é de, ao menos, quatro porções de ração balanceada por dia. Para os girinos, claro, a dosagem administrada é menor, mas a quantidade deve ser sempre quatro vezes ao dia.
Seja para quatro, cinco ou seis porções diárias, a Nuter tem o alimentador automático que vai garantir a boa alimentação e o desenvolvimento de suas rãs. Agora, sua criação pode ser mais prática e segura. Visite nossa página e confira nossos produtos. Potencialize seu negócio com a Nuter!