Já é consenso entre produtores que um dos principais entraves encontrados na aquicultura é a nutrição de peixes. Esse entrave se torna ainda maior quando se observa que os gastos com arraçoamento podem elevar os custos operacionais, caso forem empregados métodos inadequados na alimentação.
Diante disso, o fornecimento de uma ração em quantidade adequada e que atenda às necessidades nutricionais de cada espécie de peixe é fundamental para o sucesso da produção, permitindo uma melhor homogeneidade.
Veja então qual a importância do arraçoamento de peixes e como os cuidados com a frequência e a quantidade resultam em impactos mais positivos na produtividade.
Manejo adequado: fundamental para reduzir o custo de produção
Na piscicultura intensiva brasileira, os gastos com a alimentação de peixes correspondem a mais da metade de todo o custo de produção, dependendo do sistema de cultivo empregado, da escala de produção, dos níveis de produtividade alcançados e dos preços dos outros insumos de produção.
Para minimizar esse custo é importante adotar um manejo alimentar adequado, aliado ao uso de rações com qualidade compatível com as diferentes fases de desenvolvimento e hábito alimentar do peixe, bem como a frequência e a quantidade de ração adequadas.
Diante disso, o manejo alimentar mais adequado deve se basear em:
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- Maximizar o crescimento dos peixes e o número de safras anuais;
- Melhorar a eficiência alimentar, reduzindo os custos de produção;
- Melhorar a tolerância dos peixes ao manuseio, transporte vivo, doenças e parasitoses;
- Minimizar o impacto poluente dos efluentes da piscicultura intensiva, aumentando a produtividade dos sistemas de produção;
- Incrementar o desempenho reprodutivo e qualidade das pós-larvas e alevinos, otimizando a produção e melhorando as receitas da piscicultura;
- Fazer uma frequência de arraçoamento adequada à cada criação;
- Priorizar a qualidade da ração animal.
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Devido à sua importância para um melhor manejo de peixes, a frequência da alimentação será melhor discutida a seguir.
Frequência alimentar de peixes: fundamental para o sucesso da criação
A determinação da frequência do fornecimento de alimento é um dos fatores que apresenta maior importância para sucesso do manejo alimentar da piscicultura.
Os cuidados com a frequência de alimentação evitam o excesso de alimentação, que implica no aumento do custo de produção, comprometem também a qualidade da água, que pode eventualmente diminuir o crescimento dos peixes, aumentar a incidência de doenças e mortalidade.
Diante disso, uma frequência alimentar adequada irá estimular o peixe a procurar pelo alimento em momentos pré-determinados, possibilitando:
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- Melhoria na conversão alimentar;
- Incremento do ganho de peso;
- Redução do desperdício de ração e os custos de produção;
- Proporciona uma melhor qualidade da água de cultivo, além de possibilitar melhor observação do estado de saúde dos peixes por meio de alterações na atividade alimentar.
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Vale salientar que essa frequência de arraçoamento necessária para o bom desenvolvimento do peixe varia de acordo com a espécie, idade dos animais, qualidade e temperatura da água.
Por isso, é sempre importante ressaltar que para um melhor aproveitamento, a quantidade de ração a ser oferecida deve ser distribuída em mais de uma vez ao dia, podendo ser de 6 vezes, ou mais.
Homogeneidade da alimentação: reduz custos e aumenta a produtividade
Diante da importância da frequência de arraçoamento, o produtor deve estar atento ao manejo alimentar dos peixes, ajustando o arraçoamento de acordo com a resposta nutricional dos peixes e com suas alterações na qualidade da água.
Por isso, devem ser ponderadas algumas medidas para maior homogeneidade da alimentação, tanto na quantidade quanto na frequência alimentar. Entre essas medidas é preciso:
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- Utilizar rações de boa procedência, de acordo com a fase de desenvolvimento dos peixes.
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Rações extrusadas são mais digestíveis, portanto menos poluentes se comparadas às rações peletizadas. Isso possibilita um aumento na produtividade com um menor custo ambiental;
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- Utilizar alimentadores automáticos, como o Nuter Mini
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Esses alimentadores auxiliam na determinação da qualidade total de ração fornecida, possibilitando correções diária através da observação da ocorrência ou não de sobras de ração dentro dos tanques-rede;
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- Tenha cuidado com a quantidade de ração a ser oferecida por dia.
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O excesso de alimento pode ser tão prejudicial quanto à falta. Por isso, a ingestão deve ser calculada com base na porcentagem de biomassa dos tanques-rede, que pode variar de 2 a 10%, conforme o tamanho dos peixes, temperatura, etc.
Por fim, é importante reforçar que a frequência de alimentação apresenta grande importância para melhor aproveitamento da alimentação, com quantidades homogêneas de ração devendo ser oferecidas em algumas vezes ao dia.
Diante disso, o uso de alimentadores automáticos (que distribuem a mesma quantidade de ração, várias vezes ao dia de forma programada) será fundamental para melhor arraçoamento de peixes, otimizando a alimentação e aumentando a produtividade.
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