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Nutrição adequada para cães com problemas no coração

Animais saudáveis normalmente comem alimentos suficientes para satisfazer suas necessidades nutricionais, como energia e proteína. Cada programa de alimentação para cães e gatos deve ser avaliado rotineiramente e os ajustes, feitos conforme indicação com base na condição corporal do animal, no estágio de vida e na saúde em geral.

Em casos onde o animal apresenta algum problema cardíaco é necessário alterar a dieta, buscando reduzir os sintomas e contribuir para que a doença não avance. Trata-se de uma terapia complementar.

 

O coração de cães e gatos.

Doenças relacionadas ao coração, direta ou indiretamente, são várias e complexas. A principal delas é a Insuficiência Cardíaca Congestiva, ou simplesmente ICC, que ocorre quando o coração não está bombeando sangue suficiente para atender às necessidades do seu corpo. Como resultado, pode ocorrer acúmulo de líquido nas patas, pulmões e em outros tecidos por todo o corpo.

O diagnóstico é feito pelo médico veterinário, que além de um exame clínico minucioso, solicitará exames complementares e poderá ainda encaminhar para um cardiologista veterinário.

O tratamento muitas vezes não leva à cura, mas é possível aumentar o tempo de sobrevida e melhorar bastante a qualidade de vida de animais cardiopatas.

 

O papel dos alimentos em animais cardiopatas

O mercado já conta com rações criadas especificamente para animais com problemas do coração, a grande maioria vendida apenas com prescrição do médico veterinário. Tutores que optaram pela alimentação natural devem atentar a algumas dicas:

 

Restringir a proteína.

Sim, o cão é carnívoro e, portanto, precisa comer carne, mas carne em excesso para cães cardiopatas pode ser um problema. Uma dieta com alta quantidade de carne não afeta diretamente o coração do cão, mas os rins. O problema é que, os rins de animais com insuficiência cardíaca geralmente são os primeiros a sofrer as consequências e por isso as dietas visam “poupar os rins”. Como as substâncias resultantes da digestão das proteínas são filtradas nos rins, baixando a quantidade de carne, estamos reduzindo a carga de trabalho dos rins.

Dosar a quantidade de sal na dieta.

O sal de cozinha é na verdade uma substância conhecida como cloreto de sódio, ou simplesmente sódio. Com a perda da capacidade de bombear o sangue, o animal tem uma tendência a desenvolver acúmulo de líquido no organismo. A principal função do sódio é equilibrar a quantidade de água nos tecidos.

Por muitos anos os cientistas recomendavam a restrição severa de sódio para animais de estimação, contudo, estudos recentes mostram que em estágios iniciais de doenças cardíacas e insuficiência cardíaca, essa abordagem pode ser prejudicial.

Se um animal de estimação não apresenta sinais externos de doença cardíaca, recomenda-se apenas uma leve restrição de sódio.

Alimentos com alto teor de sódio, que causam picos repentinos nos níveis de sódio no sangue, devem sempre ser evitados. Isso inclui muitos salgadinhos humanos, pão, pizza, queijo, outros produtos lácteos, carnes temperadas, salsicha, bacon, condimentos (ketchup, maionese), etc.

A maioria dos petiscos comerciais para cães também são muito ricos em sódio e devem ser evitados. Legumes frescos ou carnes magras são opções interessantes e podem ser oferecidas cruas ou cozidas sem adição de sal.

Os cientistas continuam descobrindo novidades sobre o papel do sódio em animais com doença cardíaca, portanto, consulte sempre o médico veterinário e mantenha-se atualizado sobre esta questão.

Fique atento a possíveis deficiências nutricionais.

Certos tipos raros de doenças cardíacas podem ser causadas por deficiências de taurina, um aminoácido essencial com papel importante na manutenção da saúde de animais, principalmente nos gatos. Apenas o médico veterinário pode indicar testes para identificar os níveis desta substância.

Mesmo que a doença cardíaca do seu animal de estimação não seja causada por uma deficiência específica de taurina, muitos animais de estimação ainda podem se beneficiar da suplementação deste aminoácido.

Suplementos potencialmente benéficos.

Determinadas substâncias podem desempenhar um papel importante na manutenção do animal portador de doença cardíaca. Entre elas, a mais importante é o ômega 3, comercializado como suplemento para cães e gatos. Ômega 3 é um ácido graxo, um tipo de gordura, presente em grande quantidade nos óleos de peixe e em sementes como a linhaça.

A inclusão deste nutriente na dieta ajuda a melhorar o apetite e diminuir a produção de hormônios inflamatórios que muitas vezes levam à perda de peso. São chamados de “essenciais” porque não podem ser sintetizados pelo animal, e por isso devem ser suplementados ou incluídos na dieta.

Em estudos clínicos, cães com insuficiência cardíaca suplementados com ácidos graxos ômega 3 sobreviveram por mais tempo. Outros suplementos comumente recomendados para pacientes com insuficiência cardíaca é a vitamina E.

Defina uma dieta e monitore o comportamento do animal.

Existem várias rações comerciais de alta qualidade que fornecem bons níveis de proteína e níveis de sódio aceitáveis para cães e gatos com doenças cardíacas ou mesmo insuficiência cardíaca. Muitos desses alimentos também são complementados com ácidos graxos ômega 3.

Muitos tutores não têm tempo disponível para preparar o alimento de seus pets, e neste caso, o uso de uma boa ração comercial, oferecida em alimentadores automáticos, constituem uma ótima solução, uma vez que é possível garantir qualidade, quantidade e frequência na medida certa. Equipamentos como os alimentadores automáticos são importantes pois permitem um monitoramento preciso do consumo do alimento.

 

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